@oltiel eu fico remoendo na cabeça o porque disso. Aí mando mensagem perguntando. Mas, no geral, não me importo.

Pessoas feminaflexíveis merecem aceitação.

"Por que não existe fórmula pra identidades NHINCQ+?" [1/?] 

Já comentei que me incomoda o quanto é comum pessoas que estão questionando suas identidades tentarem resolver essa questão dizendo coisas como como "eu sinto tal coisa, por favor me digam o que eu sou". Vou tentar elaborar sobre essa questão.

1. Rótulos identitários são questões muito específicas de cada pessoa, por conta do contexto onde vivem. Talvez uma pessoa que se diga androx e outra que se diga bicha na verdade sintam a mesma experiência de gênero, mas não se sintam confortáveis usando uma o rótulo da outra.

Enquanto isso, podem ter pessoas usando cada um desses termos mesmo que experienciem coisas diferentes.

do fundo do mar subiam as tranças de um careca, já que me amava, por que roubou minha bicicleta?

Conversa aleatória. 

Minha vó pro meu irmão: "vem pegar teu chinelo daqui", e ele: "não é meu". "E de quem é?, perguntou ela. "É meu", disse ele sorrindo.

@oltiel eu interpretei como "vamos logo!", achando que cê me entendeu, lol.

Como sei que existe muito essa dúvida, vou trazer aqui esse tópico.

Todo mundo é obrigado a colocar conjunto de linguagem na bio? Obrigado, não. É mais uma questão de consideração com uma pauta social que atinge muito pessoas trans e não-binárias, que é sobre tratamento pessoal ser presumido ou imposto pela apresentação da pessoa (nome, roupas, voz, etc).

É claro que se uma pessoa dizer "meu nome é fulano de tal, sou desenvolvedor", já temos ideia de que a pessoa usa o conjunto o/ele/-o. Isso não deixa de ser uma forma de indicar um conjunto. Se achar "redundante" especificar por causa disso, tudo bem. Mas talvez ainda seria bacana especificar pra reforçar que você só usa esse tratamento.

Pra quem isso for uma questão importante, é mais recomendável colocar numa bio, não apenas num tute de apresentação mesmo que destacado. Se você usa mais de um conjunto, pode descrever cada um, ou mesmo escrever uma descrição sobre você já indicando o que você usa (ex: "sou escritora e produtore de conteúdo").

Não recomendo algo como "qualquer conjunto/pronome" porque é vago demais e muitas vezes só se refere a três conjuntos - os normativos e um "popular" de neolinguagem (que varia também de pessoa em pessoa). Como vamos saber se você usa elu ou ile, por exemplo? Não recomendo algo como "me trate no neutro" porque é mais vago ainda. Especifiquem o que querem e usam.

E o modelo de descrição que indico é usando o APF - sigla para artigo/pronome/final. Meu conjunto -/elu/-e significa que não uso artigo, uso pronome elu e uso final -e nas palavras, por exemplo. Esse modelo é mais específico e ajuda muito mais quem usa neolinguagem, pois muitas vezes artigos não são "óbvios" só por causa de um elu/-e.

Por fim, todo mundo aqui é obrigado a usar a "linguagem neutra"? Falando no uso genérico, não. Falando nos conjuntos de linguagem alheios, óbvio que sim. Não é por um acaso que tem tanta gente não-binária por aqui. Entendo quem ainda se mantém na gramática normativa, mas pensem um pouquinho sobre quem vocês estão incluindo em tutes como "olá, usuários e usuárias dessa rede" ou "pergunta para os homens e as mulheres daqui".

Aqui é diverso devido a ter várias instâncias juntas com uma variedade imensa de pessoas. Qualquer dúvida, eu me disponho a tirar seja qual for. Bem-vindes! ✨🌈

O dólar tá que nem adolescente: tem dia que bate 5, tem vez que bate 6.

menções a genitálias e retóricas normativas de gênero/sexo 

Não-binaridade de gênero consegue existir sob qualquer lógica de imposição de gênero. E eu posso provar.

Antes de tudo, qualquer coisa imposta pode ser questionada e transgredida. Então qualquer imposição de quaisquer dois gêneros já abriria essa possibilidade.

Agora, sobre as outras lógicas usadas ou que pairam no imaginário social.

1- genitália: não há só duas genitálias. Logo, genitálias variadas implicariam numa não-binaridade genital.

2- cromossomo: não há apenas dois arranjos de cromossomos sexuais. Logo, outros arranjos implicariam numa não-binaridade cromossomal.

3- sexo: não há apenas dois tipos sexuais de corpos. Logo, características e órgãos mistes implicariam numa não-binaridade corporal/sexual/reprodutiva.

4- expressão: pessoas podem vestir o que quiserem e há tanto roupas separadas por gênero quanto "unissex". Logo, uma combinação de roupas diferentes implicaria numa não-binaridade expressiva.

5- sexualidade: existem infinitas sexualidades para além da considerada normal. Logo, existe uma não-binaridade sexual-afetiva infinita.

Enfim, não-binaridade é possível de qualquer forma. Mas lembrando que ela é, antes de tudo, sobre identidade de gênero.

Tem gente me seguindo aqui do nada. Por quê?

Espero que pessoas LGBTQIAPN+ negras estejam lidando bem com tempos difíceis.

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