Brilho destacado

desejo para 2020: que vocês continuem sendo boiolas

Brilho destacado
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comida, depressão 

queria mandar isto pra todo mundo

Brilho destacado
Brilho destacado

"autocuidado não é só colocar uma máscara facial e evitar de fazer coisas, é também perceber seus comportamentos problemáticos e tentar ser uma pessoa melhor"

traduzido deste tuíte: twitter.com/lovelyymf/status/1

vanessa :abacaxi_nb: refletiu

tute longo, homonacionalismo 

[roubei da outra rede]

"Ao longo dos anos 70 e 80, a 'família gay' abarcava toda a comunidade. Existia um forte senso de que uma injúria a um era uma injúria a todos. Saunas gay e bares de pegação eram parte de um sistema de marcação territorial que delineava as fronteiras dos nossos bairros. Isso era importante porque fazia nossa comunidade ser palpável. Nós tínhamos um território para defender. E as pessoas de fato vigiavam esses bairros para eliminar violência contra gays e assédio policial.
Hoje em dia a família gay é um casal isolado comprometido com seu próprio sucesso financeiro e talvez com o desejo de criar um filho. A ênfase na monogamia e relacionamentos de longa duração criou um estilo de ativismo menos radical. Eu não pretendo depreciar a dedicação demandada para sustentar esse tipo de relação. Casais homossexuais devem receber o mesmo respeito e benefícios que os casais heterossexuais recebem. No entanto, eu fico desconfortável com as reinvindicações de que 'nós somos iguais todo mundo' ou que 'nós queremos as mesmas coisas que as pessoas hetero querem'. As pessoas tem valor apenas se elas se organizarem em pares? É maravilhoso que planos de saúde, por exemplo, se estendam aos parceiros domésticos. Mas as pessoas não deveriam se submeter a um relacionamento para se qualificarem a um plano de saúde. Isso levanta a questão do que vai acontecer com aqueles de nós que obviamente não queremos ser como os sedados heterossexuais casados. A privatização e o isolamento em um casarão nos bairros nobres realmente nos deixa mais seguros, mais felizes ou mais livres?"
- Pat Califia, "Sexual Outlaws v. The Sex Police" (1994)

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dracula is in public domain now so i expect to see trans dracula get the novel they deserve. i'm WAITING.

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queer é uma palavra importante pra mim por dizer que eu não sou hétero e cis sem eu ter que especificar identidade de gênero ou motivo. gay, viade ou sapatão não fazem isso.

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Go to a Columbus Day Sale and celebrate the true spirit of the colonisers! Stick a flag in the ground. Declare the entire store to be yours now. Lock the manager in the back room. Take everything you want. Loot the cash registers and safe. Burn the entire place to the ground. Build a lemonade stand in the ruined ashes. Force the people who used to work there to buy overpriced lemonade while not providing them with any cups.

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É engraçado quando alguma postagem de não-monogamia bomba nas redes populares. Os comentários se tornam um reboot de comentários heterossexistas que vemos desde o início da década em qualquer notícia envolvendo "gays". É gente dizendo coisas do tipo: "não concordo, mas respeito", "pra que se expor assim", "não entendo quem pratica isso", "nada contra, só não gosto quando empurram isso pros outros", "ha ha ha o mundo tá estranho", enfim. Conservadorismo é tão conservador que se repete sempre das mesmas formas, até nas palavras e reações.

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Texto sobre como transições de gênero são colocadas em moldes cissexistas, e como "passabilidade" não garante respeito ao gênero de ninguém.

medium.com/@brume/cisgeneridad

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lembrando de quando eu fiz o único "boneco gender bread" que presta:

(Descrição de imagem em forum.orientando.org/thread-16, ela não cabe no limite do Mastodon)

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boa sexta, companheires revolucionáries ultra jovens :Finn:

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sobre as defesas ruins a favor da neolinguagem (2/2) 

5- tratam a neolinguagem como uma alternativa exclusiva de pessoas n-b, que deve ser usada apenas para pessoas n-b, como se ela fosse uma pauta unicamente n-b. Teoricamente, qualquer ume pode usar neolinguagem pra si, nem toda pessoa n-b a usa, e é uma pauta que atravessa também questões intersexo.

Sei que é um assunto complexo, e não acho que nenhum desses erros justifica ódio anti-neolinguagem, e muito menos que a língua não mude. Sou a favor da subversão, não devo nada às normas. Meu ponto é: a comunidade está preparada pra isso estando do jeito que está?

Assim, eu quero ter esperança, vi muita gente defendendo bem o assunto - incluindo gente cis e travestis. Mas se fôssemos depender apenas das defesas da comunidade, a neolinguagem dificilmente iria pra frente; nem pra um debate real iria, pois não dá pra levar a sério uma turma de jovens que chama a palavra "menine" de "pronome neutro", que vacila no primeiro contra-argumento, e que quer defender uma alternativa linguística apenas na emoção e nos achismos.

E eu sei que pode parecer que só reclamo, só aponto erros, mas todo o problema seria sanado com pesquisas e a boa vontade de construir a proposta. Eu sozinhe não consigo fazer nada.

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sobre as defesas ruins a favor da neolinguagem (1/2) 

Há um tempinho eu vi uma pessoa não-binária dizendo que as defesas da comunidade com a neolinguagem estão ficando cada vez piores. E eu meio que concordo.

Me parece que a galera se jogou no negócio sem pensar em tudo que implica, sem considerar a didática, sem nem tentar entender o próprio idioma, e isso sem contar as várias pessoas que se acham peritas no assunto porque leram qualquer manual aleatório ou uma postagem remoída nas redes sociais.

Pior é quando essa galera decide tretar com linguistas. Está certo que percebo que linguistas reaças fazem questão de tornar essas pessoas alvos em "discussões", mas eu não posso fazer nada por alguém que não sabe nem o que é pronome e quer discutir de igual pra igual com linguista. Lógico que a pessoa é massacrada, né.

Voltando ao assunto, concordo que as defesas estão ruins. Nem falo do apego àquelas pontuações básicas, como a língua ser viva e mutável. Falo as pontuações sobre a própria neolinguagem.

Vejo direto as seguintes coisas:

1- tentam apaziguar o outro lado dizendo que "ninguém é obrigade a usar a neolinguagem", mas que "devem respeitar e usá-la com quem pede". Okay… concordo com a ideia, mas a frase é contraditória. Quem não aceita nem um conjunto neutro universal não vai respeitar linguagens pessoais também.

2- afirmam que a neolinguagem é necessária pra falar com alguém que não sabemos o gênero. Okay, isso ignora total que a sociedade presume um gênero baseado em características corporais ou na voz de alguém andrógine, e como se essas pessoas fossem se preocupar com uma linguagem mais neutra por causa da aparência.

3- apelam pro argumento simplista de que "a língua é machista e binarista, e deve mudar por isso", e não sabem nem desenvolver essa parte. E quando desenvolvem, acabam se perdendo quando são retorquides com o argumento de que, morfologicamente, a letra o denota ausência/indefinição de gênero.

4- defendem uma proposta de um terceiro gênero gramatical como se essa proposta estivesse pronta, fosse perfeita, e está oficializada pela comunidade. Até hoje ninguém decidiu um artigo definido neutro, heterônimos geram altas dúvidas e discussões, e vários manuais se contradizem. E isso tudo é ridiculamente escancarado.

meme, selfie 

tem uma foto minha onde pareço aquele meme do robert pattinson na cozinha

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exorsexismo 

e também (ainda de orientando.org/2017/11/mais-mi):

Mito: Pessoas não-binárias não possuem demandas próprias, diferentes das de pessoas trans binárias.

Verdade: Exorsexismo existe.

Pessoas não-binárias precisam de ao menos uma opção de neolinguagem sendo reconhecida oficialmente, precisam da aceitação da sociedade em relação à diversidade de identidades de gênero existentes, precisam de banheiros e espaços que não obriguem a escolher uma opção binária de gênero, precisam de acesso a procedimentos de transição que não assuma ou force pessoas a se identificarem com algum gênero binário.

Precisam de que haja acesso à informação sobre pessoas não-binárias para a população geral, precisam poder ter suas identidades respeitadas em consultas, aulas e profissões.

Precisam que a sociedade respeite que linguagem, nomes e maneiras de se vestir não devem ser sempre consideradas masculinas ou femininas, e nem prova de que alguém está mentindo sobre seu gênero.

Um mundo ideal para pessoas não-binárias precisa de muito mais reestruturação social do que um mundo ideal apenas para pessoas trans binárias.

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exorsexismo, homonormatividade 

:HolyHell: eu já tava escrevendo essas coisas em 2017

Mito: Pessoas que se identificam como bi/poli/multi que não sentem atração pelo próprio gênero estão fetichizando gêneros não-binários e tentando esconder que só aceitam sentir atração por um tipo de corpo.

Verdade: Pessoas que deixam de se identificar como hétero por reconhecerem que alguém por quem possuem atração possui um gênero diferente do qual imaginaram estão respeitando mais a existência de gêneros não-binários do que quem quer manter a “pureza” da comunidade LGBTQIAPN+ com a ideia de que só atração pelo mesmo gênero pode ser considerada não-hétero.
Pessoas multi sem atração pelo próprio gênero possivelmente aceitam mais a ideia de que corpo não determina gênero do que pessoas que suspeitam que alguém que (aparentemente) só sente atração por pessoas com certo tipo de corpo seja secretamente hétero.

de orientando.org/2017/11/mais-mi

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Don't call them TERFs, that's a slur. /s Instead, use the more polite FART. It accurately describes them, as it stands for:

Feminism
Appropriating
Reactionary
Transphobes

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Studio Ghibli just released a ton of free-to-use 1080p images from their films, which gives me hope that we’ll someday see these films come into the public domain.

ghibli.jp/info/013344/

Thanks, Miyazaki-san!!

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Como hoje é o Dia Internacional da Visibilidade Bi, acho que vale repostar aqui sobre O Manifesto Bissexual de 1990, um documento importante na história da comunidade bi:

bloguealternative.wordpress.co

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"By gender freedom, I do not mean we all get to choose our gender. Rather, we get to make a political claim to live freely and without fear of discrimination and violence against the genders that we are."

Tudo nessa entrevista é muito bom

newstatesman.com/international

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