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Reduzir opressão ao que pessoas veem de fora é simplista em vários sentidos para todos os grupos marginalizados. Mas eu gostaria de escrever um pouco sobre a questão de como pessoas a-espectrais sofrem mesmo que não estejam "sendo vistas em relacionamentos errados". 

1. A ideia de que pessoas precisam amar/querer fazer sexo para serem humanas ou adultas existe. Alguém que não demonstra tais desejos pode ser excluíde de círculos, sofrer bullying, ter sua saúde mental danificada por achar que tem algo errado por ser quem é, etc.

2. Pessoas que não demonstram desejo pelo "gênero certo", ainda que não demonstrem desejo por outros gêneros, podem acabar sendo direcionadas para fazer terapia de conversão. unicorn-march.tumblr.com/post/

3. Se alguém tem um tipo de atração sem ter outro(s), ter relacionamentos duradouros é mais difícil. Além disso poder ser prejudicial à saúde mental, a sociedade capitalista pressupõe que cada pessoa vai formar um casal e ter uma família, de forma que é difícil viver sozinhe e que heranças levam muito mais em consideração laços de família tradicionais do que amizades ou companheires que não estão em união estável, mesmo que fossem dependentes.

4. Não sentir desejo de estar com alguém de uma forma ou de outra faz com que pessoas estejam mais vulneráveis a abuso sexual e/ou emocional com a intenção de "corrigir" a orientação da pessoa.

5. Pessoas que não sabem que são a-espectrais acabam sendo mais vulneráveis a estes problemas, pois só veem que são diferentes sem terem uma comunidade que as entende ou termos para se descreverem. Alguém que não sabe que é assexual e que tem pouca libido também pode ser susceptível a entrar no critério para síndrome do desejo sexual hipoativo e ser receitade remédios para tentar "curar" isso.

6. Uma série de orientações a-espectrais é percebida externamente como "abusiva", pela pessoa não conseguir reciprocar atração sexual/romântica ou querer ter um relacionamento que é uma coisa e não outra. Isso pode causar consequências na vida social de alguém.

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